Pesquisar

Bloco de Esquerda

Vila Nova de Gaia

Categoria

Opinião

O desafio da diferença

H

Por Paulo Mouta

 

Sabemos que não se pode desenvolver propriamente um programa ambicioso para uma junta de freguesia. O âmbito da sua acção, os poderes e a (in)dependência financeira ou os meios de que dispõem as freguesias, não permitem uma acção que vá muito para além de coisas quase óbvias e consensuais. Há, contudo, uma questão de prioridades. e o lema do Bloco de Esquerda em Vila Nova de Gaia, “Mais para quem tem menos”, diz mais por essas prioridades que um programa extenso e ininteligível que possa ser elaborado sem os pés assentes na terra. Continue reading “O desafio da diferença”

Humanos, e outros animais…

As notícias sobre a aprovação de um regime especial para Barrancos, no que concerne às corridas de touros de morte, leva-nos à necessidade de uma profunda reflexão. Não podemos aceitar que existam regimes de excepção que permitam práticas bárbaras apenas e só baseadas no argumento da tradição. Nem tampouco no argumento da saúde da economia local. Se o avanço civilizacional nos deve ensinar algo é que não podemos submeter-nos às regras da economia pura, esquecendo-nos das boas práticas civilizacionais, e sobretudo do interesse de classe, que não reside nas ganadarias dos criadores de cabeças de gado para abate público. A morte de animais para entretenimento das massas é um sinal claro de profundo atraso civilizacional. Continue reading “Humanos, e outros animais…”

“Destroikar” as relações laborais

A precariedade é um conceito que tem vindo a ser academicamente anulado e, pela via da ignorância generalizada em termos de direito laboral, vai sendo considerada a forma “normal” de relação laboral. Convém que tenhamos em conta que esta é uma normalidade forjada e que ainda contraria a lei propriamente dita, mesmo sendo já a lei uma amálgama de tiradas classistas que desprotegem o trabalho face ao capital. Continue reading ““Destroikar” as relações laborais”

Um mistério do 25 de Abril

Por Renato Soeiro

Um dos grandes “mistérios” do 25 de Abril é o facto de um regime com quase meio século de existência, que durante décadas de intenso trabalho ideológico e organizativo se foi enraizando em todo o complexo tecido social, institucional, político, administrativo, económico, cultural e religioso do país, se ter desmoronado sem resistência assinalável após os primeiros abanões da revolução.

Que foi feito dos defensores do regime? Daqueles que, a todos os níveis das diferentes hierarquias, o faziam funcionar? Daqueles que enchiam ruas e praças em manifestações de louvor e gratidão aos chefes? Eclipsaram-se todos de um momento para o outro? Ou tínhamos um forte regime fascista em Portugal, mas não tínhamos fascistas portugueses? Ou será que viraram todos a casaca e fizeram uma adesão em massa aos ideais da liberdade e da democracia que combatiam tão convictamente na semana anterior? Continue reading “Um mistério do 25 de Abril”

25 Abril um projecto inacabado!

O 25 de Abril ficará para sempre na história do país, pois tirou este de um regime ditatorial onde a liberdade não existia e não era possível, o povo era governado pela fome, pelo medo e pela morte em detrimento de uma elite fascista, sem dúvida que o 25 Abril libertou o país desta forma indigna, desumana e criminosa de “des”organização social, morte ao Salazar e ao seu regime gritarei eternamente!, a revolução aconteceu, mas a implementação de uma ideia social aclamada por uma maioria popular não aconteceu, o capitalismo neoliberal – “os adoradores de dinheiro” – nocauteou a revolução, aqui e no resto do mundo, os interesses económicos e privados regulam as decisões políticas e sociais.

Este regime é repressor e acentua as desigualdades, logo não é solução para as sociedades humanas e para o seu desenvolvimento; devido a estes factos, concluo para comigo próprio que o 25 de Abril é um projecto inacabado!

25A

 

Pedro Correia 

Activista do BE Gaia

Em Portugal aconteceu uma revolução de liberdade para a liberdade.

Quando os Portugueses vieram para a rua e se juntaram ao Movimento das Forças Armadas (MFA), pegaram nos Cravos Vermelhos para mostrar a sua força e a pensar o melhor para o prol da nação. Aquele teria de ser o momento de intervir, pois a balança há muito que estava desequilibrada e a mentalidade da nossa sociedade estava indo ao fundo, sem questionar  – O quê?, Porquê? e  Como?

Seria inevitável aquela Revolução, viver num País sem Cultura, Educação, Liberdade de Expressão, Criatividade/Imaginação, com um abuso das autoridades, tudo isto e muito mais podemos conjugar em duas palavras: SEM IDENTIDADE.

2

Deixem-me realçar a coragem dos Militares de Abril e foram muitos entre várias patentes, por serem muitos, refiro Salgueiro Maia, pois ele mostrou a sua Humanidade, Generosidade, a Coragem, a Justiça, um Homem sem Medo, foi um dos Grandes Capitães e que irá merecer para todo o sempre o nosso respeito.

Mas, naquela quinta-feira, 25 de Abril de 1974, não só foi libertada a identidade, mas também ganhámos O Povo unido já mais será Vencido. Basicamente o que aconteceu foi uma Revolução onde os Vivas terão de ser dados à Liberdade, às Mulheres e aos Homens.

Hoje em dia, o 25 de Abril não poderá passar apenas de um porto de abrigo, será que temos mesmo liberdade?, somos autónomos nas nossas escolhas?, porque não usamos a melhor ferramenta de Abril, o Voto?, ainda somos um Povo com medo?

Respondo numa frase única a todas as questões: eles têm medo que nós não tenhamos medo”. Está na hora de recuperar o verdadeiro espírito de Abril, por todos aqueles que lutaram por nós.

A Escrita, a Palavra e a Cantiga são as nossas armas.

Filipe Oliveira

Membro da CCC Gaia

Prioridade às questões laborais

Nos últimos anos temos verificado uma degradação nas condições de trabalho. Essa degradação tem uma relação directa com as alterações legislativas levadas a cabo pelo anterior governo PSD / CDS, que pretenderam estrangular sobretudo a contratação colectiva. Esses instrumentos de negociação passaram a aplicar-se, como consequência dessa visão profundamente ideológica, a um número de trabalhadores que se foi tornando residual. Continue reading “Prioridade às questões laborais”

Site no WordPress.com.

EM CIMA ↑